segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Mas quando caí do cavalo, não passei do chão!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Uma pedra no sapato.
Um belisco demorado.
Um gozo retrancado.
Um grito encurralado.
O medo disfarçado.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Foi como ver o mar engolindo um único grão de areia.

Era amor demais.
Era outro lugar.
Sensação constante.
Há língua.
O bico do seio.
O pé no meio dos dedos.
Na imagem, via-se um.
O outro vinha de brinde.

não escuta, ouve.

Meu amor passou ali,
Gritei de emoção: Amor!
Ele passou.
Gritei de insistência: Amor!
Ele continuou.
Gritei de ódio:Idiota!
Ele olhou!
opa.

Tenho que ir.

A razão que lhe é dada.
A cada passo lhe é tomada.

Era uma vez

Um menino.
Um rapaz.
Um moleque. Um menino.

Época

É tão branco que não enxergamos um palmo à frente.
É tão cheio que transbordamos medo.É vazio.

De insolidez vivem as famílias.
Que mastigam o gosto amargo da verdade.
Seus muros despencam e matam seus suspiros.

Suspiros.

Chuvas de verão já viram passar.
Corpos juntos ao calar.

O calar do susto.
Da falta de fé.
Palavras não saem.
Não valem.
A falta de um.
De dois.
De três

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Pular da cama e ir trabalhar:

Observei durante alguns dias, as pessoas que vão as 7:30 da manhã com seus olhos inchados e o peso do corpo, se encostando em qualquer canto do ônibus para o trabalho.Aquilo era com certeza,uma necessidade. As pessoas do ônibus se vestiam com uniformes de lojas ou farmácias centrais e com absoluta certeza, não ganhavam um salário que o fizessem sorrir logo pela manhã.

Ah, se todos nós tivéssemos alguns minutos a mais na cama... ou em casa com nossos filhos...

Risos X Realidade
Percebi que todos tinham feições tristes ou cansadas e notei que o mesmo se passava comigo.
Naquele dia frio de ônibus gelado e abafado, me identifiquei com todos os rostos sem emoção.

Escutei alguém conversando comigo:
O que aconteceu com você?Porque parou de sorrir?
Não consegui responder antes que outro alguém começasse a responder por mim:
“Você não tem mais tempo para isso! Você tem que ir ao banco, lavar a louça, levantar cedo, escovar o cabelo, ir ao médico, estudar, trabalhar, ler seu livro, namorar, comprar o novo uniforme, dormir cedo. E isso porque você não tem filhos.”
Minha consciência brigava e se compadecia com a situação momentânea de meus pensamentos.

Putz, eu estava tão ferrada quanto qualquer outro dentro do ônibus e não sabia!

Tudo o que eu mais fazia era sorrir. E agora tudo o que eu mais faço, é sobreviver.
Tinha que dar um jeito de não perder a razão. De não perder a paixão pela vida. E foi aí que pensei em uma saída: Sonhos distantes da realidade. Então, alcançá-los pelo caminho dela.
É isso.