terça-feira, 7 de agosto de 2012

O estilhaço.

São como cacos de vidro os sentidos que damos às coisas da vida. São como as louças pintadas a mão. Sua mãe lavava e você enxugava. Sua irmã, guardava. O que aprendemos com nossos rituais. São estilhaços...De uma louça branca pintada de azul. Azul límpido, puro. E infantil. A infância que nos correu na veia. Que nos mostrou os vidros...o translucido. O relativamente claro. Andamos com essa relatividade... Mas tropeçamos em certezas inventadas. Invenções de amor, feitas por amor. Ou por ilusão. ilu são! Ilu por medo. Ilu por razão. Ilu por costume. Ilu. São. Daí, os cacos. As quedas. As rachaduras. O que esperamos? Verdadeiramente...esperamos o normal. O comum.O bom. E desejamos, o bem. Para nós. E apenas. É apenas isso. Louças. Porcelanas. Copos. Cacos. E o bem.

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