sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Um sonho de presente.


Hoje tive um sonho esporádico. Diferente. Por isso resolvi escreve-lo. São 09h51min da manhã e vou escrevê-lo para não esquecer detalhes.
Encontrava-me em uma festa no meio de uma fazenda ou floresta. Era difícil dizer o local exato porque havia muito verde,muitas árvores mas havia também concreto no chão e alguns banheiros construídos no local.
Nessa festa estavam muitas pessoas, entre elas alguns ex-amores e minha família em peso! Não tenho certeza, mas acho que fiquei um pouco bêbada.
Após a festa fomos com uma turma gigantesca de pessoas para uma casa no meio de uma floresta.
Ao chegarmos o que vimos foi uma casa que se sustentava por quatro astes de madeiras que estavam fincadas em meio às rochas. As astes eram tão grandes que a casa ficava a uns dez metros de altura de onde chegamos. Lá em baixo havia o mar em fúria. A ordem era a seguinte: Primeiro a floresta, depois a casa fincada nas rochas e em terceiro, o precipício com um mar violento ao seu fim.
Para entrarmos na casa subimos um morro de terra e quando chegamos ao topo os adultos nos alertaram para que não ficássemos em grandes grupos no fundo da casa, pois daquele lado as astes estavam mais podres e por isso o perigo da casa cair era maior. Mas nada que nos alarmasse, porque nem ligamos muito!
A casa pertenceu a duas velhas que viveram até o final de suas vidas lá. E segundo minha mãe eram suas avós.
Às vezes eu as via no meu sonho. Como se as visse quando moravam lá. Eu as vi no galinheiro uma vez e quando às vi, percebi que onde se encontravam se abrira em minha mente uma luz forte e a casa e o lugar onde estavam, ficavam com decorações antigas, suas cadeiras de balanço, seus quadros e tapetes na sala. Tudo muito iluminado. Tive a impressão de que ainda estavam lá e moravam na mesma casa em que tinham vivido e morrido, e não a casa em que nos encontrávamos, porque era escura e empoeirada com algumas cortinas rasgadas. O engraçado é que em minha vida real eu nunca vi os corpos e os rostos dessas senhoras. Talvez em vidas passadas eu as conhecesse. Mas não nessa. Como podemos criar em nossos cérebros imagens de pessoas que nunca vimos ou conhecemos?
Ao passar dos dias as pessoas foram indo embora. Eram duas por dia. Não sei por qual motivo foram embora duas pessoas por dia. Até que sobramos eu, meu irmão que me perturbava muito durante o sonho, minha mãe, o Igor, a Clara, e minha tia Marta. Foi nesse momento o qual me contaram que necessitavam achar uma chave para abrir um pedaço de pau trabalhado, parecido com um cabo de vassoura só que mais grosso. Hora esse objeto aparecia enorme e hora aparecia pequeno como um chaveiro.
O segredo desse pedaço de pau era que se abríssemos ele, teríamos direito a três pedidos. Como a história do Aladim.
Então saímos todos que estavam na casa para uma cidadezinha próxima dali.Minha mãe dirigia uma caminhonete preta daquelas grandes,S10 eu acho. Ela dirigia com tanta imprudência que no momento em que quis reclamar, ela voou após um desnível na terra e deu uma gargalhada. Dizendo em outras palavras que era um passeio com emoção. Então todos riram e curtiram suas barbeiragens até que chegamos a uma plantação. Era como se a estreita estrada que era de terra rodeada por árvores acabasse na plantação. Tão verde.
Quando chegamos à beira da plantação, havia um espírito que guardava a plantação ou sei lá o que! Porque ele correu atrás de nós feito louco com uma blusa vermelha e sua calça jeans azul meio clara. Quando percebemos que ele não nos deixaria passar, cada um correu para um lado para despistar que estávamos com o tal pedaço de pau que no momento era grande. Acho eu ele queria os três pedidos.
Minha mãe que estava com o pau, correu em direção à cidade mas o camarada era muito rápido e quando estava alcançando-a eu peguei o pedaço de pau de sua mão e o lancei para a Clarinha, que estava na entrada da cidadezinha. Foi assim que o espírito desistiu de nos pegar. Porque por algum motivo, ele não podia ou não queria entrar na cidade.
Quando cheguei à cidade, ela parecia mágica. As pessoas andavam de vestidos claros e calças largas. Pareciam camponeses. Não aviam carros e sim algumas pessoas vendendo doces nas curtas calçadas. Havia até uma exposição de arte em uma casa grande e branca (a cidade todo era branca) com muitos cômodos. Em alguns cômodos tinham camas pequenininhas, como berços, mas eram camas. Havia muitas crianças lá dentro. A cidade era realmente iluminada e mágica.
Meu irmão, não sei por que cargas d’água, queria fazer os três pedidos sozinho e me perturbava para que eu lhe desse o pedaço de pau mágico, que, na cidade era pequeno como um chaveiro. Mas não dei. E tudo aconteceu tão rápido na cidade, que em questão de poucos minutos consegui achar a pequenina chave que se encaixava no chaveiro de pau debaixo de uma das camas enquanto todos procuravam dentro da casa. Fui para o lado de fora tão rápido que meu irmão não me viu. E eu pude fazer os pedidos com a ajuda do Guiguo que estava do lado de fora também.
Quando encaixei a pequena chave no pequeno chaveiro de madeira mágico, surgiu o que posso chamar de uma lâmpada de vidro transparente grande e arredondada.
E assim quando fazíamos os pedidos ela se enchia de meu bafo. Como se eu estivesse dentro dela. Cada pedido tinha um tempo, um tamanho de frase. Pois se eu falasse muito o bafo de dentro a quebraria. Acho que deviam ser feitos em poucas palavras para que não pedíssemos mais coisas em um só pedido.
Perguntei ao Igor: _ Igor, o que vamos pedir?
E ele estava pensando quando fiz o primeiro pedido com pressa por causa de meu irmão.
_Desejo que todos nós voltemos para casa a salvos.
Então a lâmpada se encheu de bafo e voltou ao que era para que eu pudesse fazer outro pedido. Olhei para o Igor e fiz novamente um pedido pensando em todos.
_ Quero que toda a família ganhe muito dinheiro.
O Igor sorriu!
E por ultimo, fiz um pedido mais meu do que para todos. Pedi que aquela casa fosse nossa, pois em meus pensamentos naquele momento, poderíamos reformar a casa de madeira, o viveiro, novos móveis e até colocar umas novas astes de ferro para sustentar a casa com mais segurança.
Meu irmão chegou furioso no final do ultimo desejo e esmagou a lâmpada que se transformou em um plástico com desenhos, daqueles que você sopra como uma bóia. Parecia que era feito aquilo após os pedidos para disfarçar e não chamar atenção de outras pessoas.
Cheguei a salvo de meu sonho e não sei se vou ter uma casa assim ou ganhar muito dinheiro mas foi assim que acordei hoje, com esse sonho na cabeça e resolvi escreve-lo porque minha mãe disse que poderia virar uma história, mas não só por isso o escrevi, escrevi para não esquece-lo e porque antes de dormir, pedi para Deus me dar um sonho bom. Foi um presente!

Hoje é dia 27 de fevereiro de 2009/ sexta feira/ 10h51min da manhã!
Exatamente 60 minutos.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O velho e o Palhaço.

Esses dias em que eu estava em Salvador, me encontrava em um ponto de ônibus quando se passou em minha frente uma cena muito ...vamos dizer intrigante!
Um garoto bem novo,vestido de palhaço parou ao meu lado e cumprimentou um senhor de idade bem avançada.
_ Como vai o senhor?
_ Vou bem!Mas cansado!
_ Éh!Viver cansa!

Então pensei naquela frase durante alguns minutos e decidi que a interpretaria desse modo: viver diariamente cansa o corpo ,a alma e o psico!
Não gostaria de interpreta-la de outro modo que não fosse esse.Porque achei triste a idéia de que,viver,para alguns,realmente cansa!E nem é tão bom quanto é para mim.

Pensei: _ Éh...viver cansa!Mas recuperamos tudo com uma dormidinha básica!

Bem prático não?

Mudanças

Acabei de vasculhar o bloguer de uma pessoa que chego a admirar!
Pensei no meu...e por motivos bem sinceros resolvi deslocar o caminho que meu blog leva.
O sombrio de repente não me atrai mais.Mas a poesia sim!
E o mórbido e a dor também não me atraem mais! Mas o bom gosto e a espontaneidade sim!
Misturar tudo o que há de bom e terno num balde talvez seja minha saída.Não naufragarei de tédio e fadiga nesse blog sem fim!
E viva às mudanças!E viva à energia de viver serenamente!

=)

Eu amo você.

Bom,em uma manhã mais que desejada meu irmão se levantou e partiu.
Foi quando senti seu peito contra o meu, solucando de amor e de uma saudade antecipada.Suas lágrimas ecoregaram em seu rosto;cairam em meus ombros.Uma tristeza momentânea nos contaminou.Não sabia ao certo qual o remédio para mascarar a dor mas a cura verdadeira só viria com sua presenca em nossas vidas novamente!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Desaparecer.


Sumir.

Evaporar.

Desfazer.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Arte

"Minhas mulheres decadentes sexualmente insistentes cansadas de apelar as palavras o desejo que suplicam sem voz.
Minhas mulheres excelentes pedem aos seus homens ausentes um pouco do seu tesão e se são mal servidas preferem ser comidas pelos dedos das mãos."