sábado, 31 de julho de 2010

Passageira do ônibus da vida.

Acabo de ver cofres de bundas fortemente personalizadas pelos rostos de seus donos: os passageiros da vida.
Não lêem minha mente. Porém meus olhos dizem tudo.

O caminho foi mais longo hoje, mas não senti as curvas.
Sentei-me.

Meu lugar para um braço quebrado.
Não. Alguém levantou primeiro.
Continuo observando...
Mais um cofre e passageiros pela vida...

Chegou meu ponto.
Fico aqui.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

E as preces foram ouvidas.

Sempre no uivar dos pássaros que, nos seus tombos e de cores escuras, mais pareciam lobos na floresta, surgia uma espécie de indígena das flores, que semeava a guerra e semeava a paz até que um dia,se cansou de semear e mandou aos pássaros que esmolassem e devorassem a todos.
Em algum momento quis morrer e terminou.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Pisando naquele lugar.

E pisando no local certo, no momento exato, soube o que fazer com o que absolvi de outros carnavais.
Com tudo. Com os outros, aprendi.
Os olhares, as bocas, as feições, os objetos de cena.Tudo se transforma em interpretação de texto. É um teatro.
De repente, susto.
E todas as cenas de sua vida passam na sua cabeça. E qual a interpretação daquele momento?
A quem devo representar?
Aquela risada seria arrebatadora meiguice, mas quero chocar, serei aquela louca.
Loucuras a parte, descobri que meus “eus” são tão distintos que se colidem a ponto de explodirem minha alma. Me deixam louca. Então, loucuras não são a parte, são parte de mim.
Louca demasiada. Louca tratada. Louca censurada. Louca romantizada. Louca exibida. Louca prepotente.
E o de sempre....de lua (o meu tesão).

Que rebeldia.
É que agora, sou louca desconhecida. Loucura nova e bem vinda.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Não sou daqui desse lugar...

São tantos dilaceramentos pessoais e nada que realmente importa acontece no mundo.


Luta.
Meu avô quase foi exilado. Sua estima é com certeza inabalável.
Existe coisa melhor do que morrer por algo, neste mundo de nada, na época em que foi alguma coisa?


Pouca paixão pela vida interior e pelos nossos direitos, desespero por viver coisas inúteis e melecadas.
E naqueles tempos?

Naqueles que amávamos?
Foi ...
Queria eu, ter vivido em uma guerra justa. Guerra quente.
Uma de mulheres e homens sem fim.
Aqui, meninas e meninos morrendo...e não são...sem fim.